A Canela que eu quero em 2026
- 12 de fev.
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Atualizado: 13 de fev.

Morar em Canela faz com que muitas pessoas cheguem a uma mesma conclusão: pensar o futuro da cidade não é apenas anunciar novas obras ou criar metas. É decidir o que é prioridade, o que precisa de continuidade e o que exige coragem para enfrentar problemas antigos.
A Casa de Pedra é um desses desafios históricos. Eu destinei, junto com o vereador Rodrigo Rodrigues e da vereadora Graziela Hoffmann, R$350.000,00 para que o espaço receba a devida atenção. Ainda assim, a destinação de recursos não resolve tudo. São necessárias reformas, adequações técnicas e manutenção permanente, e o município já busca contrapartidas para que isso aconteça de forma contínua.
A principal vantagem de incluir a Casa de Pedra no roteiro turístico é a expansão do turismo ao longo da Avenida Osvaldo Aranha, descentralizando o fluxo de visitantes e levando visibilidade a pontos que hoje não recebem a atenção merecida.
Outro espaço que merece destaque é o Centro de Feiras. Localizado na entrada da cidade, com uma área extensa e grande potencial turístico, o local também carrega expectativas de mudanças. A prefeitura já aponta avanços e há um pré-projeto que precisa ser debatido e compreendido pela população. A arrecadação de recursos é um desafio, especialmente em período eleitoral, o que reforça a importância do planejamento.
Nesse processo, a escuta da população é essencial. Ouvir sugestões e críticas de quem vai utilizar o espaço faz parte de qualquer projeto que se proponha a funcionar de fato.
Na infraestrutura, a Rota Panorâmica segue como um tema relevante. Mesmo com a falta de recursos e a demora na liberação de verbas, o debate não pode ser encerrado. Buscar alternativas também é parte da solução, tanto para moradores quanto para visitantes.
Alguns problemas exigem persistência. A Operação Poste Limpo avança, mas a organização da fiação urbana demanda trabalho contínuo e acompanhamento constante. O trabalho do secretário Adriel Buss e de sua equipe tem sido eficiente, refletido nas toneladas de fios soltos já recolhidas.
O transporte público segue como um ponto sensível. Atrasos, veículos em más condições e limitações financeiras indicam a necessidade de uma ação mais firme para melhorar o serviço sem comprometer sua viabilidade.
Na saúde, o Hospital de Canela também precisa de soluções definitivas. A intervenção não pode ser permanente e o custo, embora necessário, pesa sobre o município. A busca por uma gestão profissional aparece como um caminho possível.
O turismo, motor da economia local, depende de eventos bem planejados, entregues no prazo e com qualidade. Manter os acertos e corrigir erros faz parte do processo.
O Plano Diretor talvez seja a discussão mais importante de todas. É ele que define como Canela cresce, se organiza e garante qualidade de vida para quem vive aqui.
Entre os sonhos para 2026, um dos mais citados pelos moradores é ver a Corsan entregando um serviço digno. A dificuldade em acreditar nessa mudança cresce diante de um histórico marcado por falta de água, vazamentos e danos às ruas. Ainda assim, o desejo permanece.
Há um pedido que se repete: serviços básicos funcionando como deveriam. A situação do saneamento segue sem respostas à altura da gravidade do problema.
O poder público cumpre seu papel ao fiscalizar e cobrar providências, mas o futuro da cidade depende de ações mais firmes das instituições responsáveis, com seriedade, planejamento e compromisso com quem vive em Canela.




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